Santa Catarina tem se destacado como referência em práticas de economia circular no setor plástico, com empresas que transformam resíduos em produtos de alto desempenho. A Alcaplas, por exemplo, recolhe anualmente 10 mil toneladas de sucatas plásticas e produz resinas recicladas de alta qualidade, atendendo grandes indústrias em todo o país. Já a Total PET, que recicla PET desde 2009, alcançou a impressionante marca de 800 milhões de garrafas recicladas ao longo de 15 anos, mostrando que a reciclagem pode ser sinônimo de inovação e impacto positivo.
Apesar dessas conquistas, o setor enfrenta grandes desafios. Menos de 30% das cidades brasileiras possuem sistemas de coleta seletiva, e a falta de políticas públicas eficazes impede um avanço mais acelerado. A escassez de matéria-prima reciclável, combinada com o alto custo de tecnologias para processamento, ainda limita o potencial da indústria de reciclagem no Brasil.
Iniciativas como a plataforma Recircula Brasil, desenvolvida pela Abiplast, estão mudando esse cenário. Utilizando tecnologia para rastrear resíduos plásticos e garantir sua circularidade, o programa foi reconhecido pela ONU como exemplo global no combate à poluição plástica. Essa ferramenta não só traz mais transparência ao setor, como também incentiva a adoção de práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva.
Para superar os desafios, o Brasil precisa de mais incentivos à educação ambiental, ampliação da coleta seletiva e subsídios para tecnologias de reciclagem. Países como a União Europeia já mostram que é possível atingir índices de reciclagem de 40% com políticas robustas e cooperação entre empresas e governo.
O futuro da reciclagem no Brasil depende de esforços coletivos e visão estratégica. A indústria plástica já está fazendo sua parte, mas ainda há muito espaço para avançar. É hora de todos se unirem para transformar o plástico em sinônimo de sustentabilidade e inovação. Leia mais no blog e participe dessa discussão!
Adaptado de texto do site FIESC.